Com nova ameaça, ministro do STF proíbe bloqueio de vias
Atendendo a pedido da AGU, Moraes fixou multa por descumprimento
Atendendo a pedido da AGU, Moraes fixou multa por descumprimento
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de
Moraes determinou nesta quarta-feira (11) às forças de Segurança Pública de
todo o país, incluindo as policias militares, que impeçam qualquer tentativa de
bloqueio de vias urbanas e rodovias ou a ocupação de prédios públicos. Qualquer
pessoa que descumprir a decisão deve ser presa em flagrante delito.
Moraes atendeu a pedido formulado pelo advogado-geral
da União, Jorge Messias, que ainda na noite de terça-feira (10) solicitou as
providências, diante do conhecimento de convocação para atos marcados para as
18h desta quarta-feira (11) em todo o país. Na petição, o AGU anexou panfletos
e mensagens de grupos extremistas no aplicativo de mensagens Telegram.
Quem invadir prédios públicos ou promover a interrupção ou
dificultar o tráfego em território nacional fica sujeito também a multa de R$
20 mil, além da prisão em flagrante. Se houver pessoa jurídica envolvida, a multa
será de R$ 100 mil. Qualquer veículo que violar a proibição deve ser
identificado e ter a permissão para circular restringida.
As multas devem ser aplicadas não somente a quem participar
diretamente desses atos, como também a quem promova a incitação,
inclusive em meios eletrônicos, ou que preste apoio material (logístico e
financeiro) a manifestações que visem atacar o Estado Democrático de Direito.
O ministro ordenou ainda que o Telegram bloqueie contas,
canais e grupos listados pela AGU na petição enviada ao Supremo, no prazo de
duas horas a partir da notificação, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia em
caso de descumprimento. As informações cadastrais das contas e todo o conteúdo
delas e dos grupos envolvidos devem ser enviados ao Supremo e preservadas pela
plataforma, diz a decisão.
Moraes escreveu que as informações fornecidas pela AGU
“demonstram a existência de organização criminosa que visa a desestabilizar as
instituições republicanas”. O ministro frisou a existência “de uma rede virtual
de apoiadores que atuam, de forma sistemática, para criar ou compartilhar
mensagens que tenham por mote final a derrubada da estrutura democrática e o
Estado de Direito no Brasil”.
No pedido, o advogado-geral alertou que o país “encontra-se na iminência de grave situação”, semelhante à observada no último domingo (8), quando grupos de radicais golpistas invadiram e depredaram amplamente o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e a sede do STF, prédios públicos que ficam na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
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